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Falando Sobre Figuras de Linguagem!

13 de novembro de 2018 Publicado por Admin

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Olá Bolsistas,

A Prova está chegando e nosso time de professores preparou um conteúdo para auxiliar nos estudos.

Você sabe o que são figuras de linguagem?

As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em :

  1. Figuras de som
  2.  Figuras de construção
  3. Figuras de pensamento
  4. Figuras de palavras.

Vamos falar um pouquinho sobre cada um delas ….

Figuras de som



a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.


Belos beijos bailavam bebendo breves brumas boreais” (Luan Farigotini)

b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.


“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras” (Cruz e Sousa)

c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.


“Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias” (Padre António Vieira)

Figuras de construção

 

a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.

“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.

Ela come pizza; eu, carne. (omissão de como)

d) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.

“Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!”
com calma sem sofrer” (Olavo Bilac)

e) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.

“Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, lindos campos têm mais flores” (Osório Duque Estrada, em Hino Nacional Brasileiro)


f) 
silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

  • silepse de gênero


Vossa Excelência está preocupado.

  • silepse de número


Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

  • silepse de pessoa


“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

g) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.


Eu, toda vez que chego, você me chama pra conversar.

h) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.


“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
(Fernando Pessoa)

j) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.


“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer” (Camões)

Figuras de pensamento


a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.


“Eu vi a cara da morte, e ela estava viva”. (Cazuza)

b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.


“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.


Seu Jurandir partiu desta para uma melhor. (em vez de ele morreu)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estava morrendo de fome. (em vez de estava com muita fome)

e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.


“Devagar as janelas olham…” (Carlos Drummond de Andrade)

f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)


“O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” (Olavo Bilac)


g) 
apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).


Ó Leonor, não caias!”

Figuras de palavras



a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.


“Meu coração é um balde despejado” (Fernando Pessoa)

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos.

Observe:
Sócrates tomou as mortes. (O efeito é a morte, a causa é o veneno).

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.


O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:


O Rei do Futebol (em vez de Pelé)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.

“Como era áspero o aroma daquela fruta exótica” (Giuliano Fratin).

Por hoje é só, vejo vocês no próximo post!

Abraço!