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Jovem  da periferia do Distrito Federal realiza sonho de fazer viagem internacional

26 de outubro de 2018 Publicado por obolsista

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O sonho de viajar para o exterior parecia longe da realidade de uma jovem moradora da Cidade Estrutural no Distrito Federal até conhecer o projeto social da Startup OBolsista. Caçula de 6 irmãos, Léia Moreira, de 21 anos, mora com os pais, a irmã e dois sobrinhos e é a única da casa que tem uma fonte de renda: trabalha em um salão de cabelereiro aos finais de semana para garantir o sustento da família.

Apaixonada pela língua espanhola, a jovem tem desde o ensino médio o sonho de conhecer o Chile, mas a falta de condições financeiras a impediu de realizar este sonho. “A Estrutural é uma cidade criada por catadores de lixo. É uma cidade esquecida, que sofre preconceito todos os dias, é difícil imaginar que alguém da Estrutural um dia estaria no Chile” conta Léia.

Mas a realidade da jovem começou a se transformar após assistir um vídeo nas redes sociais em que dois jovens explicavam o projeto social da Startup OBolsista, que leva pessoas de baixa renda para um intercâmbio de experiência totalmente gratuito. Sem pensar duas vezes, ela se inscreveu no projeto, contou sua história e logo teve a surpresa: a equipe do projeto estava com uma campanha nas redes sociais a procura de três jovens de baixa renda que seriam os embaixadores da empresa no Chile, na Argentina e no Canadá. “Quando ela apareceu, nos comovemos muito com a história dela. Mandamos um integrante de nossa equipe até Brasília, vimos a realidade em que ela vive e decidimos que ela seria a nossa embaixadora. Ela é a cara da OBolsista” explicou Elizeu Roberto CEO da Startup.

Duas semanas após o contato com a empresa, lá estava Léia, embarcando em sua primeira viagem internacional. “Eu já havia viajado por Santiago pelo google maps, clicando em cada rua. Mas pessoalmente é tudo muito mais incrível. Sentir e respirar o ar geladinho, conversar em espanhol com as pessoas, e ver como elas são receptivas. É tudo melhor do que eu imaginei”, contou. Durante a experiência, Léia viveu uma verdadeira imersão internacional, visitando lugares históricos, experimentando a comida local, convivendo com os nativos, trocando experiências e realizando um outro grande sonho: conhecer a neve.

Viver uma semana no Chile, mostrou para Léia, que nunca havia saído do Distrito Federal, que é possível atingir os objetivos por mais difíceis ou longes que eles pareçam estar. “Eu era egoísta comigo mesmo quando imaginava que nunca realizaria essa viagem. Ninguém deve ser assim, devemos acreditar no nosso melhor e no melhor das outras pessoas, sempre!”, contou. Léia é a primeira pessoa da família que teve a oportunidade de fazer uma viagem internacional, orgulho para mãe, Iraides Marques, que lembra os momentos em que a filha, mesmo sem condições, planejava a tão esperada viagem. “Ela sempre foi muito focada, dizia que iria ao Chile mesmo que para isso fosse preciso juntar um real por dia”, contou emocionada.

Para Leia, o dinheiro não é o único fator que impede que as pessoas em realidade periféricas realizem seus sonhos, ela acredita que a falta de representatividade também é um fator que prejudica o crescimento profissional desses jovens. “As pessoas de baixa renda, principalmente na minha cidade, se limitam muito. Acredito que por não terem exemplos de sucesso acabam ficando perdidos, sem ter em quem se espelhar. Eu quero ser exemplo para eles, quero que eles acreditem que é possível conhecer outras realidades, e que é possível chegar onde quiserem através da educação”, afirmou.

OBolsista

Assim como Léia, milhares de brasileiros sonham em viajar para o exterior, mas, a busca por passagens aérea e hospedagem, por exemplo, revela um investimento de R$ 2.500 a 3.000 para passar uma semana em um dos países da América Latina. Pode parecer um valor acessível para algumas pessoas, mas para jovens que ganham um salário mínimo ou menos por mês a realidade é completamente diferente. Para esse jovens, uma viagem internacional se torna um sonho bem distante ou  até mesmo impossível de se realizar. Para incentivar a internacionalização entre esses jovens de baixa renda, a startup levará 500 jovens brasileiros para um intercâmbio de experiência em países da América do Sul (Argentina ou Chile) ou para o Canadá com todos os custos da viagem cobertos pela startup.

Para participar das viagens, os candidatos precisam fazer uma prova online que abordará conhecimentos gerais, uma redação com tema específico em Língua Portuguesa, e um teste de proficiência em Inglês ou Espanhol. Participantes desta avaliação também terão acesso a até mil incentivos oferecidos pela Startup, como viagens, passaportes e cursos de idiomas. Pessoas com ensino médio completo, que já tenham 18 anos e renda máxima de três salários mínimos, podem se inscrever para participar das provas AQUI.